Anonimato & Paixão

Matando-te
todos
os dias
em excessos,
camas
e corpos
outros,
alheios
(desviantes)
e anônimos
de nossa
fina
trágica
loucura.
Tocam-me
o cenho,
torso,
o ombro nu
desvelando-se
trêmulo
aos afagos
clandestinos
do enamoramento,
desfazendo
o nó
e o fel
do nosso
tempo.
Olham-me
nos olhos
esses outros,
talvez
com certa
previdência
do sabor
amargo
que é
tua lembrança.
ou
Talvez
entendam,
aqui é
o poema.
E o próprio
corpo
do poeta
é poesia.

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